Sinopse:
Essa
é a história de uma fã, uma fã com grandes sonhos, desejos insaciáveis, com um
foco e esforço incontável. Quando se é fã de verdade, se ama e se entrega ao ídolo.
Canta com ele. Luta com ele. Cresce com ele. Fã ama. Fã chora. Fã sofre. Mas fã
nunca desiste. Fã nunca deixa de acreditar. Fã nunca diz nunca.
CAPITULO ÚNICO
Estava
eu lá, deitada no tapete fofinho que cobria uma pequena parte de meu chão de
madeira. Tocava “Die In Your Arms” no
rádio, e eu apenas ouvia a voz de Justin soar entre as quatro paredes de meu
quarto. Aquela voz de anjo que faz com que eu siga sempre em frente.
A
música acabou e eu me levantei, lembrando-me de minhas tarefas diárias. Calcei
minhas pantufas e desci até a cozinha, indo de encontro à louça suja que me
aguardava a mais de três horas.
(...)
-
Você não se cansa disso Victoria? – pergunta minha mãe pela milésima vez.
-
Como se cansa de amar mãe?
-
Você ama um garoto que nem sabe da sua existência. – disse ela.
-
Mas eu amo, e isso que importa.
(...)
“Estava caminhando,
perdida, em um belo jardim. Guiava-me por uma estrada de pedras acinzentadas. A
minha volta, viam-se apenas flores, roxas e brancas, belas flores. O céu estava
claro, poucas nuvens cobriam a imensidão de azul. Ouvia a melodia calma de
alguma musica já conhecida por mim, mas identificar era difícil. Ouvi passos e
então virei-me. Sorri.
- Você por aqui? –
perguntei.
- Você sabia que eu
viria um dia.
- Não pensei que tal
acontecimento estaria tão próximo. – ele se aproximava calmamente.
- O amor não tem hora
para chegar.
- Eu sei.
- Eu te amo Victoria.
- Eu te amo... Justin.”
Acordei
sorrindo largo. Um sonho tão inacreditável passara por minha mente. Eu não
parava de sorrir. Levantei-me de minha cama macia seguindo até o banheiro. Lavei
meu rosto e fiz minha higiene matinal. Em seguida voltei ao quarto e vesti uma
calça jeans azul clara, moletom preto da GAP,
dois números maiores que eu, e um tênis qualquer.
-
Bom dia. – disse quando me sentei à mesa de café.
-
Bom dia. – disse meu pai, o único acordado há esta hora.
(...)
-
Ei filha, onde está o numero da sua promoção do Justin Bieber? – perguntou meu
pai com o telefone em seu ouvido.
-
Já pego. – levantei do sofá e segui até o quarto, pegando o papel guardado com
carinho.
-
Obrigada. – disse meu pai assim que lhe entreguei o papel.
(...)
-
Parabéns filha, você ganhou! – meu pai sorria animado.
-
Ganhei o que? – perguntei desentendida.
-
O ingresso para o show do Justin.
-
Não brinca comigo pai... – nesse momento, já estava de pé.
-
Não brincaria com seus sentimentos.
Eu
não conseguia acreditar. Comecei a pular, meu coração apertou e parecia querer
sair pela boca. Eu segurava as lágrimas de alegria, eu sorria tanto que poderia
rasgar minha boca. Eu não sabia o que fazer. Minha vontade era de gritar para o
mundo que eu havia conseguido.
(...)
-
Está pronta? – perguntou minha mãe entrando em minha suíte de hotel.
-
Estou sim. Encontro vocês lá embaixo. – minha mãe assentiu, e fechou a porta.
Olhei-me
mais uma vez no espelho. Bermuda jeans cintura alta, a blusa comprada recentemente,
branca, cropped e com a estampa “SWAG” e o vans preto em meus pés. Meu cabelo
estava liso e, como de costume, pouca maquiagem havia em meu rosto. Sorri e
então saí do quarto.
(...)
Estava
na metade do show, Justin cantava algumas musicas de seu álbum “My Wolrd”. Eu cantava todas, segurava o
choro e matinha o sorriso em meus lábios. Um cochicho se formou entre as
meninas ali presentes, e notei a movimentação de uma mulher que nos observava,
andado de um lado para o outro. Parecia procurar por algo. Decidi não me
preocupar, e, quando iria voltar minha atenção ao show, meu olhar se cruza com
o dela, meu coração acelera e ela sorri.
(...)
-
Do you wanna be One Less Lonely Girl? –
virei-me imediatamente, vendo a mesma mulher de minutos atrás.
-
Of course. – então os seguranças me
puxaram por cima da grade e eu fui guiada aos bastidores.
(...)
Dali
poucos minutos eu entraria no palco para o meu tão esperado encontro. Meu
coração batia tão forte que parecia querer sair para fora de seu lugar de
costume. Eu tentava não chorar, queria passar calma. Eu não tinha expressão em
meu rosto, mas aposto que meus olhos diriam o que eu sentia.
Finalmente
fui chamada pelos dançarinos e entrei no palco. A multidão ali presente foi à
loucura e eu fui guiada até um banco alto. Sentei-me e, quando vi Justin se
aproximar, não tinha mais controle sobre mim mesmo. Comecei a chorar, sorrir e
soar frio. Minhas mãos tremiam, meu coração batia mil vezes mais rápido e
parecia que todas aquelas pessoas haviam sumido. Havia só eu e ele ali. Sua voz
suave se aproximava e suas mãos levaram até mim a coroa de flores. Justin se
aproximou mais e pegou em minhas mãos, notando a tremedeira. Ele sorriu
enquanto cantava e então me fez levantar do banco, ficando de frente para ele.
Justin levou minhas mãos ao seu pescoço e posicionou as suas em minha cintura, me
prendendo ao seu corpo. Começamos a dançar lentamente, e ele continuava a
cantar. Meu choro compulsivo se sessava, mas meu coração continuava a bombear
rapidamente. Eu sentia o cheiro de seu perfume importado e o seu toque fazia
com que eu me arrepiasse. Era a melhor sensação do mundo. Então ele parou de
cantar, distanciou-se de mim olhando em meus olhos e perguntou:
-
Whats your name?
- Victoria. – respondi.
- Let's get out of here (vamos sair daqui). –
disse ele e me puxou para fora do palco.
Ao
chegar aos bastidores, Justin parou a minha frente e me olhava de um
jeito indecifrável, sua respiração estava ofegante e ele não soltava de minha
mão, até que ele resolveu falar:
- You are beautiful. And it was incredible. Thank you
for always being with me. I love you so much. (Você é linda. E foi incrível. Obrigado por estar
sempre comigo. Eu te amo muito).
- I love you. And I'll be with you until after the
end. (Eu te amo. E eu estarei com você até depois do fim). – eu disse
sorrindo, mas as lágrimas ainda escorriam por minha face.
Justin
beijou minha bochecha e retornou ao palco, dando continuidade ao show.
(...)
Eu
não conseguia dormir. Apenas lembrava desta noite. De como meus sonhos se
realizaram, e de como eu sou grata a Deus por tudo.
FIM
Hey...
Bom, essa história de capitulo único
é um lembrete. Lembrete? De que? – vocês se perguntam.
Lembrete de que devemos sempre
acreditar em nossos sonhos. Nunca desista daquilo que quer. Um dia, não importe
o quão longe esteja, tudo o que sonhamos se torna realidade. Toda a nossa luta
se torna uma picada de abelha comparada à felicidade extrema que estaremos
sentindo.
Acredite sempre.
Nunca diga nunca.
E siga seus sonhos!
Um beijo, A.
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