''Melhor se diferente por ser
desconhecido, do que ser conhecido e ser igual a todos. ''
-É, acho que sim. - sorri envergonhada.
-Será que eu posso ir ao seu trabalho amanhã, outra vez? A gente poderia
ir ao cinema, soube que vai passar um filme bem legal...
-Hm, ok. A gente se vê amanhã então. - Ele sorriu e pegou a minha mão. No
começo eu achei que ele me puxaria e me beijaria, mas não. Ele levantou minha
mão até sua boca e a beijou delicadamente.
-Boa noite Srt. Beer.
-Boa noite.
Entrei em casa e pude ouvir o ronco de seu carro quando ele saiu.
Óh céus! O que foi isso?
Quando tive a certeza que Justin
tinha ido embora, subi para o meu quarto e vi que meu pai estava lá mexendo nas
minhas gavetas. Minha mãe provavelmente já tinha ido dormir, ela sempre dorme
cedo.
- Papai? - perguntei e ele
rapidamente me olhou. - O que esta procurando?
-Anh... É... Filha eu tenho que
falar com você.
-Pode falar pai...
Ele se sentou na cama e bateu no
colchão para que eu sentasse com ele.
-Eu estava ahn... Procurando
camisinha.
- O que? - arregalei meus olhos.
-Você e o Justin parecem se dar bem
e eu não quero que você interrompa sua vida por... - o interrompi. Qual é, eu
não sou tão ingênua assim.
- Pai! Eu e o Justin somos apenas
amigos, e eu acho que eu não quero falar sobre isso.
- Mas ele me disse que... Que gosta
de você filha.
-Ele disse? - perguntei surpresa.
- Sim... Ele é um rapaz gentil...
Chega a parecer que ele foi criado com muita educação.
Justin disse que gosta de mim? Eu
estava chocada. Mal nos conhecíamos e... Tudo bem, eu também gosto dele, mas
tem algo nele que parece não fazer sentido. As coisas não deveriam ser tão
complicadas assim, não mesmo. Como ele pode gostar de mim?
- Somos amigos papai, por favor,
não se intrometa como sempre... Você e a mamãe são sempre protetores de mais e
acabam me fazendo parecer uma criança de 10 anos que não sabe se cuidar
sozinha!
Ele concordou com a cabeça.
-Ok. E oque vocês fizeram hoje?
- Fomos jantar e depois dançar um
pouco...
- E você se divertiu?
- Muito papai! - sorri para ele.
Ele disse que iria dormir e eu também. Amanhã teria muito trabalho na
lanchonete. Tomei um banho rápido antes de me deitar e coloquei meu pijama.
Foi muito difícil dormir com Justin
na minha cabeça, mas por fim fui vencida pelo meu cansaço.
✝
Acordei de manhã mais do que bem e
isso se deve a noite maravilhosa que tive, talvez? Mas nem o fato de que as
quartas Lize fica no caixa o dia todo ia me desanimar. Levantei-me, tomei meu
banho matinal, me arrumei normalmente com uma calça jeans, tênis e uma
camiseta, tomei o meu café e fui para a lanchonete.
E lá estava eu, mais uma vez
batalhando para pagar minha faculdade. Às vezes me martirizo por não trabalhar
em algum outro lugar que me pague mais, porém hoje em dia é difícil conseguir
emprego sem algum curso ou algo assim. E independente disso tudo. O Sr. Brown
me acolheu e me ajudou muito. Eu devia uma a ele.
Comecei o meu trabalho limpando
toda a lanchonete junto com os funcionários. Para agradar os clientes, tudo
tinha que estar impecavelmente. Quando Lize chegou, ela me fez milhares de
perguntas. Eu simplesmente disse que ela não devia se intrometer e comecei a
atender as mesas já que os clientes começaram a chega. O dia foi como qualquer
outro. Não havia muitos clientes o que não me fez cansar muito. Quando meu
expediente acabou e Justin apareceu na lanchonete foi quase como um choque para
Lize novamente. Ele estava lindo e sorria para mim segurando a chave de seu
carro em uma de suas mãos. Eu posso dizer até que ele parecia um anjo.
- Oi Mad. - ele me deu um beijo na
bochecha me deixando vermelha e eu tentei sorrir para ele. Depois do que houve
ontem as coisas ficaram meio estranhas.
- Oi Jus, ahn nós já vamos?
- Claro. - ele pegou na minha mão e
me puxou para fora da lanchonete.
Entramos em seu carro e eu percebi
que não era o mesmo de ontem. Eu não sabia exatamente de que marca era mais
sabia que era caro, isso porque tinha um design diferente dos carros que
costumamos ter por aqui.
Fomos até o pequeno shopping de San
Juan que era o único lugar da cidade que havia um cinema.
Justin comprou os bilhetes para
vermos ''De volta ao Centro da Terra'',
comprou pipoca e refrigerante pra gente e nos acomodamos em nossos lugares.
Eu já tinha assistido a esse filme
uma vez, mas não me lembrava muito bem por isso estava prestando atenção em
cada detalhe quando o filme começou. Justin parecia não se interessar muito.
Ele tinha colocado um de seus braços em meu ombro, exatamente como eu imaginava
um encontro... Bom, isto é apenas um comentário, quer dizer, que menina não
sonho em ter um encontro no cinema, exatamente como eu estava tendo? E com um
garoto tão gentil que nem ele ainda...
Oh céus! Quem eu estou querendo enganar, é meio
difícil se concentrar em algo com alguém me olhando do jeito que ele estava.
Virei meu rosto e ele voltou a prestar atenção no filme. Tomei um gole do meu
refrigerante e senti seus olhos em mim novamente.
Por que ele me olha tanto?
-O que foi? - perguntei e ele
sorriu.
-Por quê?
-Você não para de me olhar... - disse
inocente. Ele riu.
-Você é muito bonita Mad... Como
não quer que eu te olhe?
Eu não esperava por isso. Minhas
bochechas ficaram roxas.
Ele riu novamente.
-Não precisa ficar com vergonha.
-É impossível... - disse. - Você me
deixa sem graça dizendo essas coisas...
Ele não disse nada como eu
esperava. Ele simplesmente ficou em silêncio e grudou seus lábios nos meus.
Desta vez não foi um selinho. Desta vez foi o nosso primeiro beijo de verdade.
Aquilo me causou borboletas em meu
estomago. Seu hálito era tão bom, sua boca tão... Macia. Era como se eu
estivesse beijando um algodão.
Quando paramos ele sorriu para mim
e tirou sua mão do meu ombro entrelaçando sua mão na minha.
✝
Quando o filme acabou Justin estava
super estranho, e quando disso isso quero dizer SUPER ESTRANHO MESMO. Ele
segurava em minha mão como se não quisesse me perder no meio da multidão que
saia da sessão, e andava realmente depressa como se estivesse fugindo de algo.
Sua pele estava tão fria...
-Por que estamos correndo? - perguntei
tentando não demonstrar meu nervosismo.
-Desculpa... - ele disse. - Eu e
você temos que sair daqui. Não é seguro.
Não é seguro?
Por quê?
O que de perigoso podia ter em um
cinema?
Continua...

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