sábado, 30 de novembro de 2013

7º Capitulo – All That Matters: '' Se eu for, ela morre. Se ela morrer, eu morro.''

''Você é o que eu quero, para a vida inteira.''


-Eu realmente não sei nem o que pensar Jus... Isto é tão louco!
-Eu sei... - ele riu pelo nariz. - Eu não sei como você não desmaiou quando eu mostrei minhas asas pra você!
-Porque eu fiquei encantada. - disse corando as bochechas. Ele tocou em meu rosto e sorriu.
-Sou eu quem tem que ficar encantado aqui Mad. Eu nunca vi alguém tão linda como você.

Minhas bochechas coraram e ele se aproximou mais de mim.
-E por incrível que pareça, você fica mais linda ainda quando cora.
É claro, eu corei mais ainda.
Suas mãos tocaram as minhas e em segundos estávamos nos beijando. Seu beijo era tão bom, tão doce.
Paramos o beijo com selinhos.
-Você deveria dormir agora... Você ainda tem mais amanhã para trabalhar não é? - Justin disse.
-Sim, infelizmente... -dei de ombros.
-Então eu já vou embora...
-Não! - disse rapidamente. - Fica aqui comigo essa noite, por favor Jus? - fiz biquinho e ele riu.
-Você sabe que eu não posso... Se seu pai me pega aqui com você ele vai fazer uma grande confusão...
-É só uma noite, a porta esta trancada... Eu só quero que você fique até eu dormir, depois você pode ir embora.
-Tudo bem então... - Justin tirou o seu tênis o deixando no chão e o casaco que usava.
Deitei-me na cama me cobrindo e logo ele fez o mesmo me puxando para deitar em seu peito.
-Obrigada por ter ficado...
-Shhh... - ele disse com a voz calma. - Não precisa agradecer... Apenas durma que eu sei que você esta cansada.
-Tudo bem. - fechei meus olhos. - Sabe de uma coisa Justin?
-O que?
-Eu acho que te amo. - senti ele me abraçar mais em seu corpo e em seguida meu corpo foi ficando mole, até que adormeci.

P.O.V Justin Bieber
Quando cheguei à minha casa, eu sabia o que me esperava. Meu pai estava ali, e eu estava sentindo a presença dele há muito tempo.
-Até quem fim você chegou! - ele disse ironicamente quando entrei na sala fechando a porta.
-O que faz aqui pai?
Ele vestia seu terno branco e sua asa caia para baixo de seus joelhos. Mostrando o quão poder ele tinha.
-Eu quero que você volte para nossa casa.
-Eu não quero voltar.
-Filho, você sabe que você não pode ficar aqui... Logo as pessoas vão ver que você é diferente e... - o interrompi.
-Eu encontrei alguém. - ele parou de falar e me encarou.
-Você sabe que não pode se apaixonar por humanos.
-Você se apaixonou. - disse me referindo a minha mãe.
-E vê o que aconteceu com ela? Ela morreu por minha causa... Você sabe que isso é perigoso.
-Eu não vivo mais nesse mundo. Eu vim pra cá justamente para não ter de seguir suas leis... Não ter que fazer tudo que você manda.
-Fomos criados para isso. Você esta desobedecendo a uma ordem Dele.
-Eu não me importo... De que adianta sermos os bonzinhos e fazermos de tudo para Ele, e nunca o vimos? Se nunca nem se quer ele falou diretamente com a gente?
-Gabriel está lá para isso, ele é o nosso porta voz.
-Ele sabe que eu fugi?
-Sabe, e Ele não esta nada feliz com isso, mas disse que a escolha é sua...
-Então por que você insiste em me levar de volta? Eu estou bem aqui.
-Você estará bem em sua casa, com sua família, aqui é uma vida cheia de pecados, de discórdias, de guerras, você não vai viver aqui.
-Eu já fiz minha escolha, e tenho um motivo para estar aqui. Eu não vou deixa-la.
Meu pai abaixou a cabeça em negação. Eu sabia que ele estava decepcionado e não podia intervir no que Ele mesmo disse que poderia acontecer. Eu me apaixonei por uma humana e agora estamos mais do que ligados. Se eu for, ela morre. Se ela morrer, eu morro.
-Tudo bem então... E... - meu pai olhou para a grande sala a nossa volta.- onde conseguiu o dinheiro humano?
-Um amigo me ajudou.
-Anjo?
-Sim.
-Quem?
-Eu não vou dizer, por que eu sei que o senhor vai atrás dele e vai fazê-lo me convencer a partir mais eu não vou deixar que isso aconteça.
-Tudo bem então... - disse.
-Como estão meus irmãos? - perguntei. Eu estava com saudades deles. Jaxon já era um rapaz forte, e Jazzy um dos anjos mais belos que já vi.
-Estão com saudades de você, mas estão bem. Eu acho que já vou. Até mais filho. - antes que eu pudesse piscar, ele desapareceu.
Suspirei e me sentei na poltrona ao meu lado.
Como isso podia ser tão complicado? Porque meu pai acha que eu tinha que seguir leis que eu não concordo?
Os Anjos deveriam entrar em um acordo e não apenas mandar.
-Você está muito errado sobre os anjos. - disse sabendo que Ele estava me ouvindo. Ele ouve todo mundo. - Nós também temos sentimentos, e queremos ter uma vida.
Apenas o silêncio prevalecia naquela sala.
Era exatamente assim que Ele fazia. Ele ficava quieto.
P.O.V Madison Beer
Acordei realmente bem naquela manhã, meus pais já tinham ido para o trabalho, e eu estava atrasada, mas eu não me importei. Fui até o banheiro, liguei o registro de água e tomei meu banho. Assim que sai, procurei em meu guarda-roupa uma roupa para usar e me vesti.

Assim que estava descendo as escadas para ir tomar meu café, ouvi um barulho na cozinha.
Meus pais ainda não tinham ido trabalhar?
Quando entrei na cozinha, dei de cara com o Justin.
Aquilo me assustou.
O que ele fazia aqui?
-Justin? - perguntei surpresa.
- Eu te assustei? - ele disse vindo em minha direção. - Me desculpa.
-Tudo bem. - garanti a ele. - Mas o que você faz aqui ?
-Eu vim te levar para o trabalho...
-Agora?
-Você esta atrasada Mad e se for a pé vai se atrasar mais ainda... Toma, - ele me entregou um prato com ovos e bacon. - fiz seu café da manhã.
Olhei para ele e ri pelo nariz, em seguida fui me sentar à mesa para comer.
Só o Justin mesmo para se preocupar comigo tanto assim.
-Eu venho te buscar mais tarde tudo bem?
-Vamos sair hoje?
-Sim, você escolhe o lugar.
-Tudo bem.
-Posso te pedir uma coisa? - ele olhou para fora do carro e em seguida para mim.
-O que?
-Me deixe conseguir outro emprego pra você onde você possa ganhar mais? Você ganha muito pouco para uma garçonete.
-Justin... Não precisa.  Eu... - ele me interrompeu.
-Então me deixe pelo menos conversar com o seu chefe, ele tem que te pagar um salário normal.
-E como você sabe o quanto eu ganho? - arqueei uma sobrancelha para ele.
-Eu apenas sei. Deixa? - ele pediu manhoso.
-Ai tá bom! - sai do carro e Justin fez o mesmo.
Assim que entrei na lanchonete pude ver que alguns clientes já haviam chegado e Lize parecia estar me substituindo.
O Sr.Brown lançou um olhar mortal para mim assim que me aproximei dele.
-Oi Sr.Brown me desculpe pelo atraso.
-Eu achei que não viria hoje Madison... - ele disse e olhou para o Justin. - Quem é o rapaz?
-É o Justin.
-Olá senhor. - ele se cumprimentaram. - Será que eu podia dar uma palavrinha com o senhor em particular?
-Agora? E do que se trata?
-Sobre Madison. - o Sr.Brown me olhou e assentiu.
-Vamos a minha sala. - Justin me deu um selinho rápido e foi com o Sr. Brown para sua sala.
Lize saiu do caixa e veio em minha direção.
-Então você fisgou o carinha rico não é? - ela riu.
-Eu não fisguei ninguém Lize.
-Qual é, quanto você cobra pra ele dormir com você?
-Por que você é tão rídicula? - indaguei. - Você só esta dizendo isso porque ele não quis sair com você e sim comigo.
Ela riu irônica.
-Você é muito jovem Mad. O que você acha que um rapaz rico como ele quer com uma menina como você?
-Eu não vou responder você. -disse. -Justin não é como você pensa.
-E como ele é Mad? - ela perguntou.
-Como eu sou? - a voz de Justin nos fez olha-lo.

Continua...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

6º Capitulo – All That Matters: ''All about you ''

“A verdade é uma só, se você ama, você vai aceitar os problemas, os segredos... As lutas.”


Seus olhos encontraram os meus.
Eu fiquei perdida.
- O que vai acontecer agora?-perguntei.
-Eu acho que... Vou embora.
-Pro Céu? - perguntei um tanto confusa, eu não sabia se era assim que se falava.
-Não. - ele riu. - Para outra cidade... Você quer ficar longe de mim não é?

-Eu não sei... - disse. - Se você ficar seu pai pode achar você não é?
- Meu pai já me achou. - ele disse suspirando. - Ele só não esta aqui agora por sua causa.
- Por minha causa? - perguntei confusa.
- Anjos não podem se mostrar para humanos Mad.
-Mas você... - ele me interrompeu.
- Sim, eu estou infligindo uma lei, mas como eu desisti de viver lá... - ele deu de ombros se referindo ao lugar onde ele morava.
-Seu pai deve estar muito bravo com você...
- Eu não me importo... Eu só me importo com você agora.
- Por que eu Justin? Entre todas as garotas do mundo por que você me escolheu?
Eu não conseguia entender isso. Eu não era a mais bonita, nem a mais inteligente... Oh cèus! O que ele pode ter visto em mim?
Justin sorriu e se sentou na cama a minha frente.
- Eu vi tudo que eu sempre quis... Eu sei que o meu coração quer estar com o seu. -ele segurou minha mão delicadamente. - Eu só espero que você não me proíba de ter você ao meu lado...
- Eu não vou proibir... - garanti e em segundos lá estava eu em seus braços chorando. - Eu nunca pensei que algo como esse pudesse acontecer em minha vida e olha só!
-Não chora... Eu estou aqui, e eu quero ficar pelo resto de nossas vidas.
-Por que por mais que eu esteja morrendo de medo e esteja assustada com tudo isso eu não consigo demonstrar isso perto de você?
-Por que eu tenho o dom de acalmar as pessoas e perto de você isso se torna mais forte...
-Eu nem sei o que dizer...
-Que tal falarmos disso amanhã? Você tem trabalho de manhã e tem que dormir.
-Por que não hoje? Eu quero que você me conte tudo Justin! - falei afobada. Ele riu pelo nariz.
-Eu prometo que amanhã eu te conto tudo Madison.
-Ta bom...
Bocejei e aos poucos Justin foi deitando comigo na cama. Se fosse algumas horas antes seria como dormir com um estranho, mas agora que eu sabia seu maior segredo e quem ele realmente é, era como se eu o conhecesse há muito tempo.
Aos poucos enquanto Justin cantarolava alguma música que eu não conhecia, o sono me venceu e eu dormi.
**
Acordei no outro dia um pouquinho atrasada, e Justin não estava mais lá. Decidi me arrumar para trabalhar. Tomei um banho e coloquei algo confortável.

Quando desci para tomar o café mal parei na mesa, se eu ficasse lá eu não conseguiria disfarçar minha felicidade por conhecer realmente o Justin. E papai e mamãe com certeza me encheriam de perguntas sobre meu encontro com o Justin na noite passada.
Quando cheguei ao trabalho ajudei o Sr. Brown a arrumar a lanchonete como sempre, e os clientes começaram a chegar.
**
No final do expediente, o que eu mais queria aconteceu. Justin apareceu para me buscar em seu carro. Ele estava mais gentil e parecia que estávamos unidos e sincronizados... Quero dizer, talvez até apaixonados. O que eu estou falando? O que eu e Justin estávamos sentindo era inexplicável. Cada segundo que ele me olhava era como se eu tivesse encontrado a paz... A paz que eu sempre procurei pra mim. Era muito bom estar com ele, perto dele... Eu me sentia no paraíso.
- Eu vou te levar pra casa, tudo bem? - Justin disse enquanto dava a partida no carro.
- Achei que sairíamos...
Ele me encarou um pouco pensativo.
-Eu vou ao seu quarto à noite quando seus pais estiverem dormindo para conversarmos.
-Tem certeza disso? Você já jantou? 
-Eu não preciso comer como você Mad, não se preocupe.
-O que você come? - franzi o cenho.
-Digamos que você não vai querer saber ainda... Você quer que eu te espere no quarto? Ou quer sair? Você é quem sabe... Mas é melhor evitarmos de sair enquanto meu pai estiver irritado comigo.
-Tudo bem então. -concordei e olhei para a estrada enquanto Justin dirigia.
Eu não sei... Justin parecia distante, e um pouco confuso ao falar comigo. Talvez porque hoje ele tinha me prometido contar tudo sobre ele.
É, talvez seja isso.
**
Quando chegamos perto da minha casa Justin estacionou o carro na rua debaixo e fomos andando. Se o carro dele ficasse em frente a minha casa é obvio que meus pais sacariam que ele estava ali.
Fomos direto pro meu quarto e nos trancamos lá. Justin disse para que eu tomasse um banho, pois parecia muito cansada que ele esperaria e assim eu fiz.
Fui até o meu guarda-roupa e peguei o meu pijama para vestir.

Assim que entrei no banheiro, liguei o registro d'água e comecei o meu banho.
Justin tinha realmente razão. Eu estava muito cansada e ter ele em meu quarto, depois de todos os acontecimentos me deixava muito nervosa.
A água quente batia em meu corpo e eu demorei um pouco por gostar tanto da sensação dela, caindo em minha pele.
Quando sai, Justin estava deitado em minha cama. Ele parecia relaxado e quando me viu, simplesmente disse que meus pais haviam chegado e eu deveria descer para jantar. Dei um selinho rápido nele, e me desculpei por ter que deixa-lo por alguns minutos e desci para a cozinha.
Meus pais pareciam bem felizes aquela noite. Estavam sorrindo e não paravam de falar um só minuto. Eu comi rapidamente e disse que iria dormir. Meu pai achou um pouco estranho, mas por fim, não criticou muito o fato deu estar indo dormir cedo.
Isso é um tanto estranho não é? Se dormimos cedo, eles criticam, se dormirmos tarde, eles criticam ainda mais...
Quando abri a porta do meu quarto, vi Justin novamente lá e desta vez ele se sentou me olhando. Tranquei a porta e me sentei ao seu lado na cama.
-Demorei? - perguntei dando um sorrisinho.
-Até que não... - ele disse. - Você comeu direito?
-Sim. - falei. - Você vai me contar tudo sobre você agora não vai?
Ele riu.
-Você realmente quer saber de tudo não é?
-Sim.
-Bom, tudo bem, mas tem coisas que eu realmente prefiro não falar agora. Hm, vamos ver por onde eu começo. Eu venho de uma linhagem de anjos reis. Meu bisavô foi o maior anjo de todos á alguns anos e todos os respeitavam. Com o tempo, o trono foi deixado para muitos outros anjos e meu pai novamente tomou posse de seu lugar. Quando eu decidi fugir eu sabia que apenas meu pai ficaria bravo comigo. Os outros anjos não aguentam mais tantas regras. Eles simplesmente querem cuidar para que nada de mal aconteça no mundo e com ninguém e não ter de seguir tantas regras impostas.
-Ahn, me deixa ver se eu entendi. Os anjos têm leis como as nossas e um governante?
-Mais ou menos isso. Se não tivéssemos um governante tudo seria um caos.  Anjos deixariam seus trabalhos, apareceriam para humanos... Seriamos descobertos e isso contrariaria toda a lógica humana.
-Eu posso imaginar a loucura que seria se as pessoas descobrissem que anjos realmente existem!-exclamei.
-Por isso em parte, eu fugi. Meu pai não é um anjo mal, é claro que ele possui amor em seu coração... Mas suas regras estavam me sufocando. Eu só queria poder ser o que eu quero ser, sem ninguém para me dizer se isto é certo ou não.
-Eu realmente não sei nem o que pensar Jus... Isto é tão louco!
-Eu sei... - ele riu pelo nariz. - Eu não sei como você não desmaiou quando eu mostrei minhas asas pra você!
-Porque eu fiquei encantada. - disse corando as bochechas. Ele tocou em meu rosto e sorriu.
-Sou eu quem tem que ficar encantado aqui Mad. Eu nunca vi alguém tão linda como você.
Continua...



terça-feira, 26 de novembro de 2013

5º Capitulo – All That Matters: ''Angel''

''Eu sei que lá no fundo, meu coração esta unido ao seu.''


Quando o filme acabou Justin estava super estranho, e quando disso isso quero dizer SUPER ESTRANHO MESMO. Ele segurava em minha mão como se não quisesse me perder no meio da multidão que saia da sessão, e andava realmente depressa como se estivesse fugindo de algo. Sua pele estava tão fria...
-Por que estamos correndo? - perguntei tentando não demonstrar meu nervosismo.
-Desculpa... - ele disse. - Eu e você temos que sair daqui. Não é seguro.
Não é seguro?
Por quê?
O que de perigoso podia ter em um cinema?

-Eu não estou entendendo nada Justin! - disse para ele assim que saímos do shopping. Avistei seu carro do outro lado da rua e quando achei que iriamos até ele, vi que havia um rapaz perto olhando para todos os lados.
Ele parecia ter a mesma altura que do Justin, usava um terno preto e um sobretudo preto também. Seus cabelos formavam leves cachos arredondas nas pontas. Senti seus olhos firmes em nós e Justin me puxou para atravessar a rua.
Assim que paramos perto do cara, Justin o olhou e ele também nos olhou. A mão de Justin ficou firme á minha.
-O que faz aqui? - Justin foi rude.
-Ele esta na cidade... Ele quer ver você... Eu sinto que ele esta perto.
-Não pode ser... - Justin ficou abalado.
-Ele tem observado você... - o rapaz me olhou e eu percebi que seus olhos eram verdes. - Você tem que sair daqui com ela.
O que estava acontecendo? Do que esses loucos estão falando?
-Justin o que esta acontecendo? Quem é esse cara? Quem esta atrás de você?
-Obrigada pela ajuda Sam. - ele agradeceu o rapaz sem responder minhas perguntas e me puxou para a rua escura a nossa direita. Não havia ninguém na rua e isso estava me dando medo. Justin andava freneticamente como se estivesse fugindo.
Se ele esta fugindo porque ele não usa o carro?
Por fim, eu parei. Não dei nem mais um passo e soltei minha mão de Justin. Ele parou e me olhou com uma expressão estranha.
-O que é isso?-perguntei novamente. - O que esta acontecendo com você?
-Mad, por favor, só me deixa tirar você daqui e eu juro que te explico.
-Não! - quase gritei. - Eu não vou a lugar algum a não ser que você me diga o que esta acontecendo!
-Tudo bem... - ele suspirou. - Mas por favor, não fique com medo, e não corra... Eu só quero te ajudar.
Esperei que ele me explicasse o que tinha acabado de falar, porque mais uma vez eu não tinha entendido nada, até que ele se afastou e me olhou fundo nos olhos.
Eu podia jurar que seus olhos estavam ficando mais dourados. Talvez por causa da luz dos postes que estavam ali perto.
E então algo surpreendente aconteceu.
Eu via um movimento em suas costas... E quando... Dei por mim, eu não acreditei.
Eram asas!
Asas incrivelmente grandes e brancas.
OH MEU DEUS, O QUE É ISSO!?
-Esse sou eu Mad. - Justin disse com uma voz rouca que eu desconhecia. -Não fique com medo, eu nunca machucaria ninguém.
-O... O que é isso? Meu Deus, são asas! Como você tem asas Justin?
-Eu sou um anjo Mad. E eu preciso que você confie em mim e me deixe tirar você daqui antes que ele nos ache.
Um anjo? Ele era um anjo?
-Eu... Eu... Eu estou com medo. - admiti com dificuldade.
-Não precisa ter medo de mim Mad, eu vou proteger você de tudo. - ele andou até mim e segurou em minhas mãos. Eu olhei para suas asas novamente. Eu estava encantada. Eram tão... Brancas! Justin envolveu seus braços em volta de mim e prendeu suas mãos firmes em minha cintura. - Teremos que voar, se segura Mad.
Senti meus pés flutuarem e fechei meus olhos.
Aquilo era um sonho não era?
Como... Isso pode ser real?
Abri meus olhos novamente ouvindo o barulho das asas de Justin batendo e prendi meus braços no pescoço de Justin com medo de cair quando vi que estávamos muito longe do solo.
Estávamos próximos às nuvens. Estava frio, mas eu não liguei... Se fosse um sonho, eu não queria acordar.
Abri meus olhos e percebi que ainda estava de noite. Olhei em volta e percebi que estava em minha cama.
Tudo foi um sonho?
Olhei em volta do quarto desta vez e vi Justin sentado no pequeno sofá em frente a minha cama. Sentei-me na cama com o susto.
Então era verdade!
As asas, o céu... As estrelas... Aquela sensação!
Oh Meu Deus!
-Madison você esta bem? - ele estava calmo. Sua voz estava serena... Soava como uma música.
-Eu acho que estou ficando maluca... -confessei. - Tudo foi verdade?
-Sim. - ele confirmou. - Eu sei que... Não vai mais... - o interrompi.
-Eu quero que você seja sincero comigo, me diga quem você é de verdade... O que aconteceu ontem, e por que não me contou desde o inicio.
-Tudo bem... - ele respirou fundo. - Como eu disse... Eu sou um anjo. - ao ouvir aquilo meu corpo se arrepiou. - E... Eu fugi de casa. Bom, eu não posso dizer muito... Humanos não podem saber nem da metade do meu mundo... Mas eu desisti de tudo para viver aqui, mesmo sabendo que nunca poderei ser um humano, eu sabia que aqui era o meu lugar, porque minha mãe era uma humana. Mas o meu pai esta atrás de mim agora e... Se ele me encontrar vai me arrastar a força para casa e nunca mais poderei voltar.
Nunca mais?
Aquilo me deixou com medo.
Então eu nunca mais o veria?
-E... Por que ele quer tanto te levar pra casa? Por que você não pode viver aqui?
-Nos anjos temos leis... Não podemos aparecer para humanos, e nem nos apaixonarmos por um humano... E meu pai se apaixonou pela minha mãe. Por um bom tempo ele conseguiu esconder de todos os Anciões... Mas quando eu nasci todos ficaram sabendo, e minha mãe foi julgada e condenada de acordo com nossas leis. Eu era muito pequeno quando ela morreu... - ele abaixou seu olhar. - O problema é que agora... - ele se levantou. - Eu estou sentindo algo aqui... - ele tocou seu peito, onde ficava o coração. - E eu só sei que eu tenho que cuidar de você, e ficar ao seu lado agora.
Seus olhos encontraram os meus.
Eu fiquei perdida.
- O que vai acontecer agora? - perguntei.
-Eu acho que... Vou embora.
-Pro Céu? - perguntei um tanto confusa, eu não sabia se era assim que se falava.
-Não. - ele riu. - Para outra cidade... Você quer ficar longe de mim não é?
Continua...




4º Capitulo – All That Matters: ''Cinema ''

''Melhor se diferente por ser desconhecido, do que ser conhecido e ser igual a todos. ''


-É, acho que sim. - sorri envergonhada.
-Será que eu posso ir ao seu trabalho amanhã, outra vez? A gente poderia ir ao cinema, soube que vai passar um filme bem legal...
-Hm, ok. A gente se vê amanhã então. - Ele sorriu e pegou a minha mão. No começo eu achei que ele me puxaria e me beijaria, mas não. Ele levantou minha mão até sua boca e a beijou delicadamente.
-Boa noite Srt. Beer.
-Boa noite.
Entrei em casa e pude ouvir o ronco de seu carro quando ele saiu.
Óh céus! O que foi isso?

Quando tive a certeza que Justin tinha ido embora, subi para o meu quarto e vi que meu pai estava lá mexendo nas minhas gavetas. Minha mãe provavelmente já tinha ido dormir, ela sempre dorme cedo.
- Papai? - perguntei e ele rapidamente me olhou. - O que esta procurando?
-Anh... É... Filha eu tenho que falar com você.
-Pode falar pai...
Ele se sentou na cama e bateu no colchão para que eu sentasse com ele.
-Eu estava ahn... Procurando camisinha.
- O que? - arregalei meus olhos.
-Você e o Justin parecem se dar bem e eu não quero que você interrompa sua vida por... - o interrompi. Qual é, eu não sou tão ingênua assim.
- Pai! Eu e o Justin somos apenas amigos, e eu acho que eu não quero falar sobre isso.
- Mas ele me disse que... Que gosta de você filha.
-Ele disse? - perguntei surpresa.
- Sim... Ele é um rapaz gentil... Chega a parecer que ele foi criado com muita educação.
Justin disse que gosta de mim? Eu estava chocada. Mal nos conhecíamos e... Tudo bem, eu também gosto dele, mas tem algo nele que parece não fazer sentido. As coisas não deveriam ser tão complicadas assim, não mesmo. Como ele pode gostar de mim?
- Somos amigos papai, por favor, não se intrometa como sempre... Você e a mamãe são sempre protetores de mais e acabam me fazendo parecer uma criança de 10 anos que não sabe se cuidar sozinha!
Ele concordou com a cabeça.
-Ok. E oque vocês fizeram hoje?
- Fomos jantar e depois dançar um pouco...
- E você se divertiu?
- Muito papai! - sorri para ele. Ele disse que iria dormir e eu também. Amanhã teria muito trabalho na lanchonete. Tomei um banho rápido antes de me deitar e coloquei meu pijama.

Foi muito difícil dormir com Justin na minha cabeça, mas por fim fui vencida pelo meu cansaço.
Acordei de manhã mais do que bem e isso se deve a noite maravilhosa que tive, talvez? Mas nem o fato de que as quartas Lize fica no caixa o dia todo ia me desanimar. Levantei-me, tomei meu banho matinal, me arrumei normalmente com uma calça jeans, tênis e uma camiseta, tomei o meu café e fui para a lanchonete.
E lá estava eu, mais uma vez batalhando para pagar minha faculdade. Às vezes me martirizo por não trabalhar em algum outro lugar que me pague mais, porém hoje em dia é difícil conseguir emprego sem algum curso ou algo assim. E independente disso tudo. O Sr. Brown me acolheu e me ajudou muito. Eu devia uma a ele.
Comecei o meu trabalho limpando toda a lanchonete junto com os funcionários. Para agradar os clientes, tudo tinha que estar impecavelmente. Quando Lize chegou, ela me fez milhares de perguntas. Eu simplesmente disse que ela não devia se intrometer e comecei a atender as mesas já que os clientes começaram a chega. O dia foi como qualquer outro. Não havia muitos clientes o que não me fez cansar muito. Quando meu expediente acabou e Justin apareceu na lanchonete foi quase como um choque para Lize novamente. Ele estava lindo e sorria para mim segurando a chave de seu carro em uma de suas mãos. Eu posso dizer até que ele parecia um anjo.
- Oi Mad. - ele me deu um beijo na bochecha me deixando vermelha e eu tentei sorrir para ele. Depois do que houve ontem as coisas ficaram meio estranhas.
- Oi Jus, ahn nós já vamos?
- Claro. - ele pegou na minha mão e me puxou para fora da lanchonete.
Entramos em seu carro e eu percebi que não era o mesmo de ontem. Eu não sabia exatamente de que marca era mais sabia que era caro, isso porque tinha um design diferente dos carros que costumamos ter por aqui.
Fomos até o pequeno shopping de San Juan que era o único lugar da cidade que havia um cinema.
Justin comprou os bilhetes para vermos ''De volta ao Centro da Terra'', comprou pipoca e refrigerante pra gente e nos acomodamos em nossos lugares.
Eu já tinha assistido a esse filme uma vez, mas não me lembrava muito bem por isso estava prestando atenção em cada detalhe quando o filme começou. Justin parecia não se interessar muito. Ele tinha colocado um de seus braços em meu ombro, exatamente como eu imaginava um encontro... Bom, isto é apenas um comentário, quer dizer, que menina não sonho em ter um encontro no cinema, exatamente como eu estava tendo? E com um garoto tão gentil que nem ele ainda...
Oh céus!  Quem eu estou querendo enganar, é meio difícil se concentrar em algo com alguém me olhando do jeito que ele estava. Virei meu rosto e ele voltou a prestar atenção no filme. Tomei um gole do meu refrigerante e senti seus olhos em mim novamente.
Por que ele me olha tanto?
-O que foi? - perguntei e ele sorriu.
-Por quê?
-Você não para de me olhar... - disse inocente. Ele riu.
-Você é muito bonita Mad... Como não quer que eu te olhe?
Eu não esperava por isso. Minhas bochechas ficaram roxas.
Ele riu novamente.
-Não precisa ficar com vergonha.
-É impossível... - disse. - Você me deixa sem graça dizendo essas coisas...
Ele não disse nada como eu esperava. Ele simplesmente ficou em silêncio e grudou seus lábios nos meus. Desta vez não foi um selinho. Desta vez foi o nosso primeiro beijo de verdade.
Aquilo me causou borboletas em meu estomago. Seu hálito era tão bom, sua boca tão... Macia. Era como se eu estivesse beijando um algodão.
Quando paramos ele sorriu para mim e tirou sua mão do meu ombro entrelaçando sua mão na minha.
Quando o filme acabou Justin estava super estranho, e quando disso isso quero dizer SUPER ESTRANHO MESMO. Ele segurava em minha mão como se não quisesse me perder no meio da multidão que saia da sessão, e andava realmente depressa como se estivesse fugindo de algo. Sua pele estava tão fria...
-Por que estamos correndo? - perguntei tentando não demonstrar meu nervosismo.
-Desculpa... - ele disse. - Eu e você temos que sair daqui. Não é seguro.
Não é seguro?
Por quê?
O que de perigoso podia ter em um cinema?

Continua...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

3º Capitulo – All That Matters: ''O que foi isso?''

''E quer saber? É nós mesmo que fazemos os dias perfeitos.''


-Madison? Uau. Você esta linda! - ele se inclinou e deu um beijo em minha bochecha.
-Obrigada Justin, você também.
E ele estava mesmo. Ele vestia uma calça larga cinza, um tênis amarelo, e uma blusa branca, seguida de um boné também amarelo. Ele parecia tão... Novo e despojado assim.
-Então, para onde quer ir essa noite?
-Eu não sei... - sorri me perdendo naqueles olhos tão lindos. - Eu achei que soubesse aonde vai me levar...
-Bom, eu não sei muito bem... Mas acho que primeiro podíamos ir á um bom restaurante, o que acha?
-É uma boa ideia. - ele segurou minha mão e sorriu.
-Então vamos. - assenti com a cabeça e andamos até a porta. Senti o olhar fulminante de Lize em cima de mim, mas tudo que fiz foi ignorar, afinal, era eu quem estava ao lado do garoto mais gentil e bonito que essa cidade já teve.

Justin me levou ao Escalera, um famoso restaurante da cidade, e o mais caro também.  Ele pediu uma mesa para nós dois e pedimos o que iríamos comer. Ele pediu um frango ao molho branco e eu um macarrão com um molho de ervas. Não queria comer demais para não passar mal.
Assim que jantamos e trocamos algumas palavras, disse a ele que havia abrido uma casa de show em San Juan e ele disse para que eu o guiasse até lá. No caminho ele foi me contando sobre sua vida. Não tem quase ninguém da sua família a não ser o seu pai, sua mãe e seus avós... Sempre teve que estudar muito... Mas nas coisas que ele falava, tudo parecia muito superficial. Ele parecia esconder algo, algo muito importante, aliás.
Eu ficava imaginando se ele realmente era rico. Digo, não por interesse meu, mas se ele é rico, porque tirar as férias em San Juan e não no Havaí, por exemplo? Ele parecia mentir para mim ao falar da sua vida e isso me incomodava.
Sei lá, talvez fosse coisa da minha cabeça, mas talvez não. Mamãe sempre disse que eu tinha o dom para perceber as mentiras das pessoas, e por isso eu tinha que sempre ser sincera.
Quando chegamos à casa de shows, podíamos ver que estava lotada, pois tinha acabado de ser inaugurada e aqui em San Juan, uma casa de show ser inaugurada é praticamente um milagre.
Justin e eu entramos na fila e podíamos ouvir o show auto de alguma banda que se apresentava. Não demorou muito para que conseguíssemos entrar lá dentro.  Pegamos uma mesa e pedimos algo para beber. Várias mulheres olharam para o Justin assim que entramos. Ele parecia causar esse efeito em muitas delas. Era estranho, mas era de se imaginar. Ele era realmente bonito, e tinha algo nele, que me parecia muito, muito, muito bom.
-Vamos dançar? - ele perguntou assim que a banda que se apresentava começou a cantar Far Way do Nickelback.
-Eu não sei dançar... - disse envergonhada. Ele sorriu de lado.
-Eu te ensino. - me levantei e ele me deu a mão me conduzindo até o meio da pista, onde alguns casais já dançavam.
Justin me puxou junto a ele e segurou firme em minha cintura. Seus olhos encontraram os meus, enquanto a música tocava e lentamente começamos a nos movimentar.
This time, this place
Misused, mistakes
Too long, too late
Who was I to make you wait?
Just one chance, just one breath
Just in case there's just one left
'Cause you know, you know, you know...

That I love you
I have loved you all along
And I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if I don't see you anymore
-Viu? - ele perguntou. - Não é tão difícil.
-É mesmo...-sorri para ele.
Meu Deus, por quê? Porque ele tem que ser tão lindo? E, o pior de tudo era seu cheiro. Era tão doce, e tão bom que quase me puxava para ele.
Senti minhas bochechas corarem por pensar nisso.
Qual deve ser o gosto do beijo dele?
Balancei a cabeça para me livrar desse pensamento e logo ele me olhou e riu.
-Você parece estar no mundo da lua...
-É, eu acho que estou... - sorri para ele.
-Ahn, obrigada por esta noite Mad.
-Obrigada você Justin...
Seus olhos foram diretos em minha boca. Eu realmente queria aquilo. Justin me deu um selinho rápido. Meu corpo todo pareceu vibrar. Foi quase como um choque entre nossos lábios.
-Desculpa. - ele disse se separando de mim. - Eu acho que... - o interrompi.
-Tudo bem... -disse a ele. - Não foi nada de mais... Não vamos deixar que isso atrapalhe nossa noite, certo? - ele assentiu com a cabeça.
-Vamos voltar para a mesa? - concordei e dei a mão para ele o puxando para a mesa.
**
-Bom, esta entregue. Ainda não são nem dez e meia, acho que vou ganhar pontos com o seu pai. - Justin riu pelo nariz.
-É, acho que sim. - sorri envergonhada.
-Será que eu posso ir ao seu trabalho amanhã, outra vez? A gente poderia ir ao cinema, soube que vai passar um filme bem legal...
-Hm, ok. A gente se vê amanhã então. - Ele sorriu e pegou a minha mão. No começo eu achei que ele me puxaria e me beijaria, mas não. Ele levantou minha mão até sua boca e a beijou delicadamente.
-Boa noite Srt. Beer.
-Boa noite.
Entrei em casa e pude ouvir o ronco de seu carro quando ele saiu.
Óh céus! O que foi isso?


Continua...