-Um pouquinho... Mas não se preocupe, você vai gostar.
-Eu só estou curiosa, queria saber para onde esta me levando. - Justin
riu pelo nariz.
-Vou te levar para o paraíso bebê. - ri.
-Eu já estou no paraíso. - disse a ele, e ele riu comigo.
-Seus pais vão viajar amanhã cedo,
eles te falaram? - Justin comentou enquanto parava seu carro no acostamento.
Estávamos em uma estrada, e a nossa volta só se tinha árvores e mais árvores.
-Não, pra onde?
-Acho que pra comprar materiais
para a loja deles... Mas não me falaram para onde. Seu pai pediu para que eu
ficasse de olho em você.
Revirei os olhos e Justin riu.
-Por que paramos aqui?
-Vamos descer. - Justin disse
abrindo a porta e saindo. Hesitei um pouco, mas fiz o mesmo que ele.
-Justin, aqui só tem mato... - cocei
minha perna e ele riu.
-Não se preocupa não vamos demorar
muito, eu só quero responder uma pergunta que você me fez. - Justin estendeu a
mão para mim e eu dei minha mão para ele. Ele começou a me puxar delicadamente
para o meio daquelas árvores.
Depois de andar por uma trilha que
tinha ali, chegamos a um grande campo aberto e eu pude ver uma casa ali. Havia
um homem, uma mulher, e duas crianças pequenas que corriam livremente talvez
brincando de pega-pega.
-O que estamos fazendo aqui? Quem
são eles?
-Esta vendo aquelas crianças? - perguntou,
assenti. - É isso que como.
-O que? - olhei para ele
aterrorizada. Como assim?!
-Não... Não ela, mas a energia boa
que elas transmitem... - ele explicou vendo que eu estava chocada. Meu corpo
deu uma relaxada.
-Mas você também come a minha
comida...
-Sim, porque é bom e porque minha
mãe era humana, mas não é o suficiente para que eu sobreviva. Preciso das duas
coisas. Do melhor dos dois mundos, entende?
- fiz que sim com a cabeça. - Vou te mostrar como faço, não se assuste.
Ele foi caminhando até as crianças
e eu me perguntei se os pais delas não nos viram, mas era obvio que Justin
estava fazendo algo para que ele não nos enxergasse.
Quando nos aproximamos das
crianças, elas pareciam estar envolvidas em um manto branco como uma neblina,
ou uma fumaça.
Justin agachou-se e eu tive
que fazer o mesmo, pois ele não soltava a minha mão.
As crianças pareciam nos ver, mas nada fizeram. Deve ser por causa da alma pura que elas têm. As pessoas sempre dizem isso.
Justin fechou os olhos e aos poucos aquela fumaça ia lentamente até ele. Ele abriu lentamente sua boca e aquilo entrou rapidamente.
Era muito, tipo, muito mesmo, estranho ver aquilo. Era algo tão sobrenatural...
Quando Justin acabou, ele abriu os olhos lentamente e me olhou vendo minha expressão.
-Eu sei que é estranho...
-Um pouco. - sorri de lado. - Mas eu posso me acostumar. - ele sorriu também se levantando, e eu fui junto com ele novamente.
-Desculpa estar segurando sua mão, mas não posso correr o risco de ninguém te ver. - ele olhou para os pais da criança que agora olhavam diretamente na nossa direção.
-Tudo bem. - garanti a ele. - Aonde vamos agora?
-Não se solte de mim. - ele disse vindo me abraçar. Olhei estranha para ele e ouvi o barulho de suas asas se abrindo. Olhei para elas, como da primeira vez. Eu estava encantada. - Vou te levar para passear um pouquinho...
Assenti sorrindo e logo, meus pés saíram do chão.
Eu estava no céu, literalmente.
As crianças pareciam nos ver, mas nada fizeram. Deve ser por causa da alma pura que elas têm. As pessoas sempre dizem isso.
Justin fechou os olhos e aos poucos aquela fumaça ia lentamente até ele. Ele abriu lentamente sua boca e aquilo entrou rapidamente.
Era muito, tipo, muito mesmo, estranho ver aquilo. Era algo tão sobrenatural...
Quando Justin acabou, ele abriu os olhos lentamente e me olhou vendo minha expressão.
-Eu sei que é estranho...
-Um pouco. - sorri de lado. - Mas eu posso me acostumar. - ele sorriu também se levantando, e eu fui junto com ele novamente.
-Desculpa estar segurando sua mão, mas não posso correr o risco de ninguém te ver. - ele olhou para os pais da criança que agora olhavam diretamente na nossa direção.
-Tudo bem. - garanti a ele. - Aonde vamos agora?
-Não se solte de mim. - ele disse vindo me abraçar. Olhei estranha para ele e ouvi o barulho de suas asas se abrindo. Olhei para elas, como da primeira vez. Eu estava encantada. - Vou te levar para passear um pouquinho...
Assenti sorrindo e logo, meus pés saíram do chão.
Eu estava no céu, literalmente.
✝
-Foi tão incrível Justin! - eu
disse quando finalmente descemos para a terra onde seu carro estava parado. - Eu
poderia ficar voando o dia todo!
-Não diga isso. - ele riu. - Ou eu
vou querer te manter só minha voando por ai...
Corei minhas bochechas.
''Só minha''
-Ei, - ele riu me puxando pela
cintura. Meu corpo colou no dele. - você fica envergonhada muito fácil...
-Eu sei tá? - dei a língua pra ele.
- O que vamos fazer agora?
-Vamos embora. - ele se soltou de
mim. - Já esta ficando tarde e você nem almoçou, sem que esta com fome.
-Não estou não! - disse. - Vamos
passear por ai... Por favor, não quero ir embora agora.
-Mad, seus pais vão ficar bravos...
Você sabe disso.
-Ahhh tá bom então... - andei até o
carro , abri a porta e entrei, colocando o cinto em seguida. Justin entrou
alguns segundos depois e começou a dirigir, sem dizer nada.
✝
Quando chegamos à minha casa, eu
simplesmente desci do carro e Justin me acompanhou. Estava um clima realmente
tenso. Abri a porta e assim que entrei, Justin a fechou.
Meu pai estava na sala vendo tv, e
a sua frente tinha um copo de cerveja pela metade.
-Mad, para com isso... - ouvi Justin
dizer. Meu pai nos olhou e eu me virei para encarar Justin.
-Justin, sério, vamos esquecer
disso... Vou comer alguma coisa, mesmo sem 'fome'. - dei ênfase naquela palavra
e segui para a cozinha.
Abri a geladeira e vi uma torta de
maça que minha mãe havia feito. A peguei e coloquei sobre a mesa.
Logo meu pai apareceu.
-O que houve com você e o Justin?
-Nada pai... - suspirei.
-Ele tentou machucar você?
-Não, claro que não... Eu só fiquei
chateada com ele porque eu queria ter voltado mais tarde.
-Como assim mais tarde Madison? - meu
pai me encarou sério.
-Estávamos fazendo um passeio tão
lindo. Eu só achei que podíamos ficar mais algumas horas, mas ele disse para
que voltássemos já que eu não tinha almoçado.
-E você esta brava com o menino por
isso? Filha, ele realmente é uma pessoa boa. Você acha que outros caras por ali
ligariam pra isso? Ele se preocupa com você, e eu acho melhor você ir à sala e
resolver as coisas com ele.
-Tá... - cortei rapidamente dois
pedaços de torta e fui para a sala. Justin estava sentado no sofá, e assim que
cheguei, ele me olhou. - Trouxe pra você. - disse, e entreguei o prato em sua
mão.
-Obrigada... - me sentei ao seu
lado e suspirei. Dei a primeira garfada em minha torta e não consegui
continuar. Coloquei na mesinha a minha frente e encarei Justin. - Ah me
desculpa vai! Eu sei que sou uma idiota... - disse, ele colocou seu prato na
mesinha também e me abraçou.
-Eu sabia que você não ia ficar
brava pra sempre... - ele riu e me encarou - E você não é uma idiota, você só
queria passear mais um pouco... E... - o interrompi.
-Justin, não se preocupa, eu sei
que estava errada. Não precisa falar nada. Você é muito bom pra falar algo. - roubei
um selinho dele, e ele me puxou para seus braços. - Eu gosto que você seja bom,
porque ai me impede de fazer besteiras.
Ele riu.
-Estou aqui pra isso não estou?
Sorri e o abracei novamente.
Com certeza era impossível ficar
brava com Justin. Era a mesma coisa de ficar brava com um bebê.
✝
No outro dia acordei já sabendo que
meus pais estavam indo viajar. Eles ficariam o fim de semana todo fora, e como
eu estava de folga do trabalho poderia botar o plano que eu tinha em mente, em prática.
É o seguinte. Eu tenho 200 dólares
guardados desde que me entendo por gente, porque minha mãe sempre disse que
queria pintar a sala, meu quarto e o quarto dela, mas que não podia fazer uma
reforma na casa agora.
Nesse fim de semana, com a ajuda de
Justin, eu e ele pintaríamos todas as paredes e trocaríamos o papel de
parede para fazer uma surpresa para meus pais quando voltassem.
Entrei no banheiro rapidamente,
tomei o meu banho matinal e me troquei.
Tomei o café normalmente com os
meus pais e me despedi deles assim que eles resolveram pegar a estrada. Meu pai
deixou várias regras...e eu tive que bufar para várias. Ele realmente acha que
eu tenho 3 anos de idade, ou sou uma adolescente cheia de hormônios.
Dei uma arrumada na casa porque
havia várias coisas bagunçadas e logo Justin chegou. Contei minha ideia pra ele
e ele disse que deveríamos ir comprar as tintas, e assim fizemos.
✝
Quando voltamos para minha casa,
decidimos começar pela sala. Cobrimos os sofás e as estantes com alguns
plásticos que eu encontrei no porão para não sujar nada.
Tiramos o papel de parede e
começamos por ali colocando um novo, com uma estampa totalmente linda e rústica
como minha mãe adorava.
Justin tirou sua camisa e deixou
seu corpo a mostra, quero dizer, seu abdômen super definido! É normal anjos
serem assim?
Ri com meus pensamentos e peguei o
pincel enquanto ele tinha pegado o grande rolo começando a passar a tinta no
alto da parede.
Acho que esse dia renderia muito,
não?
Continua...
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